20th July 2020 Noodles 0Comment

Já hoje tinha começado a escrever este texto e até que estava a desenvolver bem, mas tive que interromper e acabei por perde o fio à meada, de modo que resolvi mandar fora. Agora, enquanto espero pelo jantar, vou tentar começar de novo.

Dizia eu, antes de ser interrompido, que estava com intenções de fazer um exercício interessante: reler um texto antigo, relembrar-me do que estava a sentir quando escrevi esse texto, ver, passado este tempo, como me sinto em relação ao que sentia e escrevi, voltar a escrever sobre isso.

Apesar de ser interessante, não deixa de ser uma tarefa complexa, principalmente se eu tiver em conta o efeito que o que escrevi e estou a escrever vai ter nas pessoas que me são mais próximas.

Eu dou-lhe está complexidade porque, naturalmente, as pessoas próximas preocupam-se comigo e não querem ler coisas minhas que apontem para um estado de espírito menos bom. Claro que as pessoas me querem ver bem, feliz, de boa saúde, etc.

A questão é que nós não estamos sempre bem. Há momentos em que nos sentimos um pouco mais em baixo. E claro que a nossa família e amigos não gostam nem querem que tenhamos esses momentos. Mas acho que faz parte da vida. Dias bons, dias menos bons. Acho que o importante é mesmo sentir as coisas como elas são e estão no momento em que elas aparecem.

Posto isto, ainda não li nada que tenha escrito há um ou dois anos atrás, conforme me tinha proposto. Em vez disso escrevo apenas sobre essa intenção e sobre como me sinto actualmente.

Sinto-me um pouco triste. E sei exactamente porquê. Não vou entrar em detalhes, não me apetece. Apenas estabeleço que me sinto triste. Reconheço esse sentimento como fazendo parte da vida, talvez até, inexorável. Sinto-o, aceito-o e não tento contrariá-lo. Amanhã se calhar, ou depois, já me sinto melhor.

Há coisas que me fazem falta e está cada vez mais difícil encontrá-las. A seguir um conselho que me deram há pouco mais de um ano atrás, escrevi uma pequena lista das coisas que me fazem falta. Talvez eu consiga riscar algumas ou até todas as coisas dessa lista, ou talvez não consiga nada… Não importa. O que importa é que sei exactamente o que sinto e o que é que me falta.