Pois… “I knew it”

Qual é a melhor forma de evitar desilusões? Nenhuma… Tentamos não criar espectativas para não sofrermos uma desilusão e no entanto, mesmo assim acabamos por sofrer um desapontamento quando algo não nos agrada.

E mais impressionante ainda é quando a desilusão já era mais do que prevista e mesmo assim ainda é uma surpresa desagradável.

Eu creio que isto faz parte da vida. Sem desilusões não conseguimos saber como sabe quando não é uma desilusão.

Talvez por isso nós continuemos a tentar, a insistir…

Talvez porque nos resta sempre uma pontinha de esperança que vai correr tudo bem.

Visualizamos uma coisa, fazemos tudo o que podemos para que se torne realidade e aguardamos ansiosamente pelo resultado.

Enquanto esperamos, fazemos todo o tipo de filmes na cabeça, lá no fundo somos “pessimistas” e pensamos que não vai acontecer e sofremos por antecipação… mas no meio disto tudo ainda há aquela pequena luz que nos faz sentir que até é possível que o que queremos, aconteça.

De qualquer forma… Tudo é possível.

Diário de Guerra

Onze de Junho de 1998

o navio ainda está atracado na Base Naval de Lisboa, são nove da manhã e eu acabei de chegar. Segundo a imformação que temos largamos às onze e meia… vamos para a guerra, para onde já estivémos e onde tantos morreram… Guiné Bissau.

O País está um caos, guerra civil, desta vez não vamos para combatre, mas temos ordens para responder em caso de ataque. Desta vez vamos lá buscar refugiados Portugueses e Guineenses, levá-los para Cabo Verde… Ainda tenho dores nos ombros por causa da faina de munições e mantimentos de ontem à tarde. A guarnição está praticamente toda no cais a fazer as despedidas, mulheres, filhos, mães e pais que vieram dizer um adeus ao seu marinheiro. Eu fiz as minhas despedidas em casa, apenas o meu Pai veio aqui despedir-se… esteve aqui no navio há pouco. Nunca o tinha visto tão assustado. Ele sabe que eu sei tomar conta de mim, mas mesmo assim diz-me para ter cuidado…

Sei que vou para um País que está em guerra, sei bem que nos vamos meter mesmo no meio dela, no entanto não tenho medo… Estou estranhamente calmo, em contraste com o resto do pessoal.

São onze e meia em ponto, nos altifalantes do navio ouve-se a voz tão esperada: “Vasco da Gama Guarnição! Faina geral”. Está na hora, cada um vai para o seu posto, Vamos para a guerra.

Dezasseis de Junho

Estamos na foz do Rio Geba a aguardar ordens e a assistir à guerra que prosseguia país adentro… Aquilo que nós vimos na televisão durante a guerra do Golfo, era quase tipo filme. Aqui ouviam-se os tiros ao longe, as explosões, rajadas passavam em ambos os sentidos. Eu tinha um lugar de camarote para uma guerra e não era nada agradável.

Daqui para a frente as datas ficaram confusas. Lembro-me de quase tudo o que se passou, pormenores, situações, mas não me recordo das datas.

Houve um dia em que eu estava de quarto e tinha ido à ponte entregar mensagens ao Oficial de serviço e enquanto ele via o serviço eu sai para a asa da ponte de estibordo… ainda estávamos a navegar nas águas do Geba e vindo do nada ouço o som de um obus de morteiro a cair. eu estava com os braços apoiados no parapeito e vejo todos à minha volta a correr que nem loucos. Eu não me mexi um milímetro. Talvez eu tivesse pensado que, se o morteiro me caísse em cima nem sequer sentia nada. Vi nítidamente o obus a cair na água a mais ou menos cinquenta, talvez cem metros de distância. Felizmente não explodiu… talvez não estivesse aqui hoje.

Pouco depois voltei para o centro de comunicações e chegou uma mensagem de Lisboa com as nossas ordens. A vantagem de trabalhar em comunicações é que somos os primeiros a saber de tudo.

Temos que ir a terra apanhar um grupo de refugiados.

Uma vez que o cais não tem comprimento nem profundidade suficiente para podermos atracar, os nossos fuzileiros vão em zebros (botes de borracha) para ir buscar os refugiados. A principio os Zebros podem não parecer grande coisa, mas em quatro horas trouxemos cerca de quatrocentos refugiados para bordo…

Com os refugiados a bordo, seguimos para Cabo Verde, onde chegámos cerca de trinta e seis horas depois.

Durante este caminho, durante as minhas horas de folga ao serviço de comunicações do navio, eu estava no hangar de helicópteros a ajudar os refugiados. Distrubui mantas, fruta, pacotes de leite com chocolate para crianças e graúdos, pão com manteiga e fiambre. Dei palavras de conforto a quem precisava. Como eu, estava toda a guarnição do navio, a ajudar, alimentar, cuidar.

O navio tem normalmente uma guarnição de duzentos homens, com um destacamento extra de fuzileiros e agora cerca de 400 refugiados deitados no chão do hangar. Alguns deles ainda se queixaram e exigiram uma cama ao que lhes foi respondido que se quisessem podiam voltar para a Guiné.

Muitas mas coisas se passaram neste mês e meio em que lá estivémos, no total conseguimos retirar mais de mil refugiados para Cabo Verde. Além dos fuzileiros, levámos também uma pequena equipa dos G.O.E. que tiveram como função entrar pela cidade de Bissau adentro e escoltar o embaixador e respectivos adidos para o navio.

Eu assisti a tudo de bordo, enviei e recebi toda a informação do Comando Naval em Lisboa.

Não estive na guerra e no entanto estive na guerra

Eu – 23.01.2004

Memórias distantes

Há quatorze anos atrás, depois da meia-noite do dia 31 de dezembro eu escrevi isto enquanto observava o mar junto ao bar dos gémeos:

Mais um ano que passou. Passam onze minutos da meia-noite e acabei de chegar ao meu canto… Sou iluminado por fogo de artifício, está aqui mais gente do que eu esperava…Estou ainda com uma mistura enorme de sentimentos… Em bem sabia que isto ia dar explosão… Durante o caminho para aqui, a adrenalina que existia devido à ocasião misturou-se com os meus sentimentos de saudade, melancolia e solidão… A combinação de tantos sentimentos contraditórios deu uma violenta explosão de raiva… Raiva com a vida, com a sociedade, com tanta injustiça… Mas, agora que cheguei aqui, vejo o mar e acalmei. Desapareceu a adrenalina, a raiva e ficou apenas a saudade e a melancolia…

Ouço uma música que é até bastante alegre e cheia de esperança… devia alegrar-me, mas não consigo. E a música vai assim:
“Um dia tudo volta para o seu lugar. Um dia vai ficar como devia estar…”
Era tão bom poder acreditar nisto.. Eu quero acreditar, mas não consigo. É algo que me transcende, é mais forte do que eu…

Penso nos meus amigos… Uns estão a passar o ano com as namoradas, outros com a família e ainda outros numa qualquer festa longe de Lisboa… Espero que estejam a divertir-se… Eu divirto-me à minha maneira. Como me disse uma amiga hoje: “Tenho o mar, tenho música, tenho paz e sossego, tenho-me a mim… não preciso de mais”

Estou a enganar-me a mim próprio, eu sei… mas é bom pensar assim… isto no fundo é uma questão de hábito. Com o tempo habituo-me a isto e depois não quero outra coisa… Pff. sou tão lírico.
O lirismo é uma das minhas facetas… no fundo eu sou é contraditório. Sou um pessimista e ao mesmo tempo tento sempre ver o lado positivo das coisas. Claro que a maior parte das vezes eu vejo o lado positivo para os outros e não para mim… Sou um sonhador, um idealista, tenho uma intuição pessimista/realista que raramente se engana…

Vou mudar de cd. Já continuo a escrever…

Ah.. Susana Félix, excelente…

Estou a ouvir uma música que parece adequar-se perfeitamente a mim e a este local… “Lugar Encantado”

Sinto qualquer coisa líquida a escorrer pelo rosto, tem um gosto salgado. Ardem-me os olhos… curiosamente não tenho o nariz ranhoso.

Começam a chegar mais carros, estou a ficar sem paz e sossego… Não posso fazer nada, é um local público.

O mar hoje está calmíssimo, quase não há vaga. De vez em quando sinto o meu coração a dar um batimento mais forte, em consonancia com alguns suspiros perdidos… Uma inspiração mais forte para sentir a humidade nocturna e a maresia. Um olhar atento a cada pormenor das fracas mas constantes ondas
Estando aqui, jogo com os três sentidos: visão, audição e olfacto. Daqui a pouco vou andar descalço na areia molhada, já não o faço há muito tempo… tempo a mais… sentir a água fria nos meus pés e os arrepios a percorrerem o meu corpo.. Um arrepio diferente daquele que se sente ao ouvir “aquela” música…

É definitivamente muito diferente de um arrepio provocado por um toque suave na nuca, uma mão a brincar com o cabelo, um beijo meigo, um sentir de duas mãos unidas com dedos entrelaçados, um abraço forte e reconfortante, um sentir de outro coração a bater junto ao nosso, um olhar cúmplice, uma intimidade partilhada.

Estou cansado, sem forças… estou farto de ansear por isto tudo e não o poder ter. Vou dormir. Amanhã é mais um dia.

Eu, às 00h58 de 01.01.2004

Comunicação

O que é? Alguma coisa misteriosa? Espiritual? Mística?

Não… E por outro lado, talvez.

No que diz respeito ao assunto que me leva a escrever isto não é nada do descrevi. Neste caso, é apenas a troca de ideias e sentimentos entre duas ou mais pessoas.

Às vezes há impedimentos à comunicação, travões, coisas e cenas. Quando são coisas que conseguimos controlar ou resolver, a comunicação acaba por acontecer, mas quando as coisas estão fora do nosso controle, a comunicação torna-se mais difícil, se não mesmo impossível.

Estou a passar por algo assim. Quero comunicar e há impedimentos que não consigo ultrapassar. Preciso e quero falar, mas não tenho oportunidade para isso.

Ainda não sei como vou conseguir resolver isto. Sei que vai ficar resolvido, de uma maneira ou de outra, só não sei como.

Confuso, confuso.

Quando há coisas que queremos ou por vezes coisas que queremos querer mas não somos queridos ou até não há nada para querer ou nada para nos querer.

Isto já está a ficar muito confuso. Tenho que ver se dou uma arrumadela nesta cabeça.

A verdade é que tenho uma montanha de coisas na cabeça ao mesmo tempo e não estou a conseguir organizar isto. Está tudo confuso, baralhado e muito provavelmente pouco está na minha cabeça e a maior parte estará no meu coração. É que não sei mesmo o que pensar. Por um lado isto é bom porque não consigo fazer quaisquer tipo de filmes, especulações, imaginar coisas, projectar sentimentos, entre outras coisitas engraçadas. Por outro lado, torna-se difícil escrever. Talvez por isso tenha optado por re-compor uma música. Confesso que me deu um certo gozo estar a regravar as samples todas com um som bastante diferente das originais, mais preenchido, recheado, empanturrado. Já está pronta e online

Tenho sono, acho que vou dormir e talvez amanhã escreva algo mais interessante.

Desabafos

O que nos acontece quando vamos atrás de algo e não conseguimos apanhar esse algo? Ficamos desiludidos, pois claro.

Não é bem esse o termo que eu usaria para definir o que vou sentindo aqui e ali. Não estou desiludido, nem decepcionado, nem … nem sei o que estou. Há algo que eu quero, muito, e não estou a conseguir lá chegar. Faço um esforço, tento, vou atrás do que quero, mas aquilo que desejo está sempre a escapar-me pelo meio dos meus dedos. É como se eu estivesse a tentar agarrar água com as minhas mãos.

E no entanto não me sinto triste ou desiludido. Sinto-me sim, um pouco frustrado; com aquela sensação de estar a “trabalhar para aquecer”. A frustração pode ser algo perigoso, pesado, já passei por momentos muito duros de frustração, sensação de impotência. E neste momento estou mais a puxar para o conformado. Não, também não é isso. Não sei que palavra usar para descrever o que sinto.

É uma mistura de:

Estar com uma sensação um tanto ou quanto apática a puxar mais para o relaxado ou paciente; conformado no sentido de encolher os ombros e dizer “oh well!”; um pouco de tristeza, com recheio de tranquilidade e aceitação dessa tristeza; quando fecho os olhos quase que consigo libertar a mente de qualquer pensamento, ou melhor, reconhecer os pensamentos e deixá-los estar.

O mais curioso é que eu sinto sempre algumas destas coisas e muito mais, no entanto neste momento esta lista de coisas misturadas corresponde aproximadamente ao que sinto presentemente. Não me lembro de ter sentido tanta coisa ao mesmo tempo. É bem possível que já o tenha sentido, nunca fui muito bom a reconhecer aquilo que sentia; só recentemente comecei a conseguir perceber o que sinto mais ou menos quando o estou a sentir. Talvez esteja num plano mais equilibrado da minha vida, talvez seja outra coisa. Sei que cresci, e continuo a crescer. À medida que o tempo passa vou conseguindo olhar mais para dentro de mim e reconhecer o que lá se passa. É claro que estar sozinho faz com que isto seja muito mais fácil porque só tenho que lidar comigo mesmo e no entanto mudei algo. Não sei se mudei muito ou pouco, apenas sei que mudei.

Ah… e para acrescentar a isto tudo, estou cansado. Sinto-me energeticamente cansado. Se bem que ultimamente o esforço tem sido grande. Preciso de descansar e fortalecer-me; proteger-me.

Vou dormir… Boa noite.

Criaturas de hábitos

Somos de facto criaturas de hábitos, estamos acostumados a fazer as mesmas coisas, que nos deixam confortáveis, que nos fazem sentir seguros. É difícil quebrar essas rotinas, sair da zona de conforto. De vez em quando conseguimos quebrar o hábito. Não saímos necessariamente do conforto, no entanto algo está diferente.

Alguns hábitos são mais facilmente quebrados ou substituídos, outros nem por isso.

Nos tempos recentes, tenho mudado vários hàbitos. Confesso que o facto de estar sozinho ajudou e não só, deu-me o empurrão necessário para mudar esses hábitos.

Coisas que não fazia antes fazem agora parte da minha rotina, pensamentos que antes não tinha, estão agora na minha mente e vice-versa.

Tinha horários quase definidos para fazer várias coisas e actualmente está tudo do avesso.

Gosto desta mudança, aliás, gosto de quase qualquer mudança. Vou sentindo coisas boas, outras más ou se calhar não são más nem boas, simplesmente são.

Observo-me calmamente, observo tudo à minha volta. Sigo numa fase de introspecção e extrospecção.

Aguardar ou não…

Há dias e dias e hoje é um desses dias. Um dia daqueles que começa e depois acaba. E nada acontece pelo meio. Não compus música hoje, mas re-gravei algumas antigas com um “remaster” pelo meio.

A inspiração é uma coisa muito curiosa. Há, talvez, quem diga que para se estar inspirado é necessário estar a sofrer e, de certa forma, o artista criativo e sofredor é, historicamente, bastante prolífero. No entanto isso nem sempre é o caso. Há artistas que são muito criativos e não estão em sofrimento. Acho eu.

Há alturas em que escrevo imenso, componho, entre outras coisas e há momentos mais parados, em que não tenho nada para dizer ou transmitir. Não sei em que fase me encontro… afinal, estou a escrever. Mas se calhar não estou em “sofrimento”… Esta não está a ser uma fase muito produtiva, por outro lado, também não é uma fase parada. Estou algures pelo meio; escrevo algo, componho umas músicas aqui e ali.

Tenho alguns “projectos” a decorrer, ou melhor, estou à espera que eles dêm frutos. E depois lá vêm os dois lados da coisa: “Quem espera sempre alcança” e “Quem não arrisca não petisca. É preciso ir à luta pelo que se quer.”

Ambos têm razão… ate certo ponto. Neste momento não posso fazer nada mais do que já fiz, não há mais luta para lutar; resta-me apenas esperar pelo resultado de tudo o que já fiz. Ou se calhar estou enganado. Se calhar ainda há batalhas para travar. Se calhar ainda há muito que fazer. E se há, então o que é? O que é que falta ainda fazer? O que mais posso fazer? Será que há outras formas de lutar? Certamente que há, mas quais são… desconheço-as.

Resta-me então aguardar pacientemente e ir verificando as coisas de tempos a tempos.

Infinity

Consigo olhar à minha volta e ver tudo o que acontece, apercebo-me claramente das coisas e pouco ou nada posso fazer. Projectos que não andam para a frente, passos que são dados para a frente mas parecem ser apenas para o lado. E no entanto no meio disto tudo estou tremendamente calmo; não estou em controlo de quase nada e isso não me está a incomodar nem um pouco. Espero que as coisas aconteçam, toco à campaínhas nas portas que quero abrir e aguardo que atendam do outro lado.

Sentimentos que não estão a crescer e que no entanto também não estão parados; imagino tudo aquilo que sinto como se fosse água no oceano à noite, iluminada por uma lua cheia e gorda. Todos os meus sentimentos são como ondas num movimento constante, fluídos e oscilantes. Sou embalado por eles enquanto olho para o horizonte em antecipação do que poderá vir. Não há espectativa, não espero nada e no entanto espero tudo. Mas sei que não vou ter desilusão, porque mesmo que o que vier não seja bom, faz parte disto tudo. É entendido e aceite sem qualquer resistência.

Já andava para voltar a compôr uma música destas há algum tempo. Procurei na minha criatividade, foram-se formando várias ideias na minha cabeça e sempre sem dar grandes frutos; eram apenas isso. Ideias.

E hoje, sem ter qualquer ideia, comecei a explorar sons, a criar samples e acabou por sair esta “Infinity”. Como sempre, deu-me um prazer imenso compô-la, fazer o arranjo, o ritmo. É uma música para viajar. Fechar os olhos, ouvi-la calmamente e deixares-te ir sem qualquer destino definido. O importante é apreciar a viajem, observar o caminho percorrido. Podes meditar enquanto ouves a música, são cerca de onze minutos e meio, o tempo médio de uma meditação.

Começa por te colocares numa posição confortável. Sentado(a), deitado(a), como preferires. Fecha os olhos e respira calmamente. Foca a tua concentração na respiração, sente o ar a entrar nos teus pulmões e a empurrar o diafragma para baixo à medida que o teu peito se enche. Absorve o ritmo da música, integra-o no processo de respiração consciente mantendo-a calma.

A tua mente poderá tentar fugir para outros lados, começas a pensar noutras coisas, talvez estejas a ouvir outros sons lá fora. Não faz mal, integra tudo no processo da tua respiração. Se te apetecer mexer o corpo ao ritmo da música, bater o pé ou o dedo, não faz mal. Aceita isso, é o teu corpo a reagir. E mais uma vez, integra tudo no processo meditativo da respiração. Não forces um estado meditativo ou de relaxamento, deixa-te simplesmente estar. A meditação é apenas um processo de aceitação, de integração. Aceitando que poderás estar num estado mais nervoso ou ansioso, estás a dar o primeiro passo para sair desse estado. E no meio disto tudo, respira, com calma sem forçar nada. Podes sentir a necessidade de supirar ou mesmo de bocejar, é normal. É sinal que além de estares a oxigenar o teu cérebro, estás a começar a relaxar. Quando deres por isso, estás quase a dormir. Boa, a música embala e ajuda a adormecer.

A música está quase a chegar ao fim e tu deverás estar num estado relaxado mas alerta. Podes abrir os olhos devagar, esperguiçar-te, esticar-te, aquilo que te fizer sentir bem. Tenta não te levantares muito rápido, podes ter uma quebra de tensão.