8th May 2019 Noodles 0Comment

Abro os olhos e espreito pela janela. Ao inicio parecia mais um dia de inverno, cinzento e chuvoso, mas estava longe disso. Estava um céu de um azul imaculado, sem um único tufo de algodão; o sol brilhava ainda baixinho no horizonte. Destapo-me e levanto-me lentamente para ir até à varanda espreitar o dia. Espreguiço-me e estico o corpo todo que nem um gato em toda a sua preguiça matinal.

Ponho a água a aquecer para fazer um chá e enquanto espero vou escolhendo e preparando a roupa para vestir. Ponho uma música suave a tocar e entretanto a água já ferveu. Vou à cozinha, preparo o meu chá e volto para a janela com uma caneca quente nas mãos onde me sento a beber e a ver a vida lá fora. Pela altura do sol devem ser ainda umas sete, talvez oito da manhã. A um sábado invernal é natural que a esta hora haja pouca gente na rua.

Acabado o chá e depois de banho tomado e já vestido saio à rua para ir ali abaixo até à praia dar um passeio. Apesar do sol, está um frio de rachar. Estes dias de inverno são assim, céu azul, limpo, sol e frio.

Chego à praia e há algumas pessoas a correr ou a fazer a sua caminhada matinal. O mar está calmo, algumas ondas rebentam na areia mas nada de excepcional.

Sento-me na areia fria e contemplo tudo à minha volta, De quando em vez passa uma pequena brisa, muito suave, que brinca com o meu cabelo. O som das ondas a rebentar é embalador, calmante. Eu costumava ter muitas conversas com o mar… qualquer dia voltarei a falar com ele, mas hoje não. Hoje apetece-me ficar em silêncio.

A vida é de facto maravilhosa.