17th June 2019 Noodles 0Comment

Hoje à tarde pus-me a pensar. Pensei em coisas e cenas. Foi aqui um debate comigo próprio que até fez impressão. Perguntava eu assim como quem não quer a coisa, então e se a coisa que tu queres não estiver ao teu alcance, será responsabilidade tua porque não te abriste a que essa coisa chegasse até ti? Ou simplesmente estavas disponível, aberto a essa coisa e essa abertura assustou a coisa? É de facto algo intrigante. Se por um lado temos que ir atrás do que queremos, por outro lado arriscamo-nos a ficar a vida inteira a perseguir a cenoura. Há ainda a possibilidade da cenoura simplesmente não estar lá, de ser uma simples miragem e cada vez que a apanhamos não há nada; estendemos as mãos e agarramos apenas o ar. No entanto, se nos deixamos ficar quietos, a cenoura não vem ter connosco; claro que não. Temos que encontrar um equilíbrio (quando digo “temos” refiro-me a Eu e Eu). Nesse equilibrio existe abertura suficiente para que a coisa que queremos seja real e que nos apareça à frente e ao mesmo tempo há um “reach out” para abraçar essa coisa suavemente, sem apertar muito para não esmagar.

Há duas coisas que eu quero muito, uma está dependente da outra. Tenho abertura suficiente para que elas se tornem reais e apareçam na minha vida. Simultaneamente, procuro essas coisas numa tentativa de as encontrar. Apesar disto tudo estas coisas iludem-me; tal como o andam a fazer há muito tempo.

Cheguei à conclusão que essas coisas não são para mim, elas não existem para mim e se calhar não irão ser reais nesta vida. Talvez numa outra vida elas sejam possíveis e atingíveis, no entanto por agora estou a pacificar-me com a ausência delas. Não as tenho e não as terei. Está bem, não luto mais. Estou cansado de lutar. Já chega. A minha vida irá continuar sem essas coisas. O tempo passa, a dificuldade aumenta, o cansaço é cada vez maior.

I give up. There are no “coisas” for me.