23rd June 2019 Noodles 0Comment

Deitado com a cabeça encostada à cabeceira da cama ele sente o aroma dela entrar no nariz. É uma mistura de vários cheiros; o perfume suave que ela colocou de manhã, cheiros subtis da maquiagem dela e um cheiro que se sente sem se cheirar. O aroma que só ela tem. É algo que mexe com todos os sentidos dele e que o deixa completamente rendido.

Com sua cabeça deitada no seu ombro, faz festas suaves no peito dele enquanto ambos vêem televisão. Ela sente-se segura e aconchegada com o braço dele a envolvê-la num abraço, forte e apertado sem ser aprisionante.

Conversam animadamente sobre o que estão a ver, comentam e partilham opiniões. Ela encosta-se mais e coloca a sua perna por cima da perna dele. A sua pele é macia, parece seda e isso deixa-o com a vontade crescente de a agarrar.

Está uma noite fresca e ela aproveita que ele é como uma botija de água quente e cola-se a ele. Os seus corpos nus encaixam um no outro como se tivessem sido feitos para isso. Ambos se apercebem disso e trocam opiniões: ele diz-lhe que os corpos encaixam tão bem um no outro porque as suas almas estão tão próximas. Ela ri-se e acusa-o carinhosamente de ser um romântico incurável.

Levantando a cabeça com o braço ele beija-a. O beijo faz o coração deles disparar, os lábios dela são macios, quentes e convidativos; um “perfect match”. A língua dela, exploradora, procura a dele. Encontram-se e instantaneamente há fogo de artifício. Ambos sentem a sua temperatura a subir, exploram os seus corpos com as mãos, sempre atentos a todas as reacções; os arrepios, os músculos contorcidos.

Poderia continuar a escrever esta crónica, mas prefiro não o fazer. Há coisas que gosto de guardar para mim. De quando em vez surgem-me crónicas na minha mente, algumas baseadas em coisas que aconteceram, outras nem por isso, na sua maioria em coisas que sonho ou idealizo.