4th June 2019 Noodles 0Comment

Nunca fui muito poético na minha escrita, sempre gostei mais de crónicas, prosa, talvez umas espécies de mini “conversas da treta” e até por vezes micro-romances de ficção. Confesso que até gosto de poesia, já experimentei escrever coisas dessas assim mais poéticas, mas nada que publicasse… ou talvez até o tivesse feito sem me dar conta. Tenho um estilo literário filosófico, existencial, romantico e coisas assim desse género… e gosto principalmente de grandes dissertações, ou mesmo divagações. Gosto também de experimentar coisas. Já experimentei escrever sem qualquer tipo de pontuação, com excesso dela, já escrevei sobre assuntos vazios, sobre assuntos cheios. Escrevo muitas vezes sobre o que sinto e muitas vezes sobre coisas que em nada se relacionam com o que sinto. Escrever, para mim, é catártico. Utilizo muitas vezes a escrita para exorcisar os meus demónios ou as minhas dores, outras vezes escrevo simplesmente porque sinto que tenho algo a dizer.

Talvez a minha escrita seja apenas uma forma que eu tenho de conseguir comunicar e, de facto, escrevo mais do que falo… se bem que quando começo a falar é difícil calar-me.