9th January 2020 Noodles 0Comment

Saio do trabalho tarde… passo pelo centro comercial e como uma sopa antes de ir para casa. Nas ruas as pessoas vão nos seus carros, muitas delas nervosas, ansiosas para chegar a casa. Para a a família, companheiro/a, filhos.

Chego a casa, meto a chave na fechadura e abro a porta. Silêncio, escuridão. Aos poucos vou acendendo as luzes da casa, chamo pelo meu gato. A maior parte das vezes nem preciso de chamar; mal abro a porta do prédio já ele está à minha espera. Ele vem, mia e roça-se nas minhas pernas a pedir colo. Pego nele, levanto-o e ele ajeita-se logo. Senta-se no meu braço e apoia-se no meu ombro com as patitas da frente. Encosta a cabeça ao meu pescoço enquanto ronrona como se já não me visse há anos. Ando pela casa com ele ao ombro enquanto arrumo as coisas, trato da comida dele.

Depois da comida já eu estou de pijama, sento-me em frente ao computador e lá vem o pequeno para o meu colo. Deita-se nas minhas pernas, olha para cima com uns olhos enormes e juro que quase consigo ver o bem que ele se sente. “Amassa o pão” nas minhas pernas, sinto o ronronar dele na minha barriga. Quando baixo a cabeça, ele levanta a dele e dá-me pequenas turras no queixo.

Conforme lhe dou mimos e faço festas na cabeça ele fecha os olhos numa demonstração absoluta de relaxamento e confiança. Não importa o que eu faça este gato continua a gostar de mim. Quando me sinto mais em baixo é quando ele me vem dar mais mimos. Sim, isto de pedir mimos, também é dar mimos. É uma prova que só os nossos mimos importam.

São assim muitas das minhas noites. Passo-as na minha própria companhia e na do meu gato.