Rabugices – Parte II

E chegou o fim de semana. Comecei ontem com esta rabugice e hoje continua. Não creio que seja uma rabugice mas também não sei bem que outro nome lhe posso dar, portanto fica rabugice. Comecei por falar numas coisas, desviei-me para outras e talvwez me tenha perdido a meio do caminho, ou não!

Quando chego a casa tenho a companhia do meu gato, salta-me para o colo, exige mimos e comida, enfim coisas de gatos. E quando ja comeu e já está cansado dos mimos, desaparece, vai para o canto dele. Se eu me esticar a ver televisão ele até é capaz de se deitar ao meu colo, mas apenas durante uma hora ou algo assim, depois desaparece.

Entretanto eu fico a contar as horas até me ir deitar e dormir… depois durmo, acordo de manhã, medito e tenho mais um dia a contar as horas que faltam para voltar a dormir. Exagero, sim… durante o dia eu saio, sou capaz de ir às compras, lavo a louça que houver para lavar, lavo a roupa e dou um jeito à casa, vou beber um café a algum sítio e pouco mais do que isso. Mais para a noite janto, talvez veja um pouco de televisão ou vou para o computador e espero calmamente para ir dormir. Passo os fins de semana a dormir (quase), há sempre coisas que vou fazendo mas não sabem a muito se não forem partilhadas com alguém. Ir a um cinema, teatro, ballet, um espectáculo qualquer.. nada disso tem o mesmo sabor sozinho.

Perguntam-me se eu não tenho amigos. Tenho, alguns. Cada um com a sua vida ocupada, casados, com filhos. busy, busy… E quando nos juntamos todos, é bom, e não é a mesma coisa. E tenho mais amigos, que estão longe. Geograficamente longe.

Qualquer diz mudo-me para Leiria.

Rabugices – Parte I

Life flows like a river. Always…

Amanhã é sexta-feira e depois vem o fim de semana… yay.

Tenho muito para fazer, tenho muito que posso fazer e no entanto pouco importa o que quero fazer e o que tenho para fazer não me apetece fazer. Durante a minha semana vou-me mantendo mais ou menos em silêncio, o pouco que falo é do dia-a-dia, a pedir o café, pagar, agradecer ou então coisas do trabalho. De resto, troco meia-dúzia de palavras com o gato e escrevo. Escrevo aqui, troco algumas mensagens no telemóvel e … silêncio. Quando chega o fim de semana tenho umas horas no sábado de manhã em que de facto converso com alguém. Falo, digo as minhas coisas e ouço, principalmente ouço.

Por isso mesmo sempre disse e sempre soube. O silêncio para mim, é fácil, faz parte da minha natureza. Eu gosto de silêncio, não aguento ruído. E no entanto heis que me encontro com saudades de falar, conversar, despejar tudo cá para fora numa verborreia quase interminável. E é aqui neste ponto que fica o centro de toda a questão. Eu quero falar, quero conversar e quero ouvir, mas não o quero fazer com qualquer pessoa, quero fazê-lo contigo, quero conhecer-te. Sim, o que conheço de ti ainda é muito pouco para poder dizer que te conheço. Já sei de algumas coisas que vou apanhando aqui e ali, vou intuíndo outras, mas sei que tu és um universo muito mais vasto e bonito que eu ainda não conheço.

Provavelmente não sabes de quem estou a falar e também não será algo que eu vou revelar aqui, isso será coisa para revelar frente-a-frente se essa oportunidade surgir. Vou tentanto timidamente falar contigo, conhecer-te, conversar, mostrar-me, dar-me a conhecer também, mas não é fácil. É que eu sou muito tímido e muitas vezes atrapalho-me no que dizer. Na verdade eu sei exactamente o que dizer ou melhor, o que quero dizer, a dificuldade está no começo. É como se eu conhecesse todos os finais de frases sem conhecer como começam. Não, também não é isso.

Raios, como é que se explica isto?

Algures dentro de mim, há um momento para tudo, há alturas para dizer o que sentimos e outras em que é para ficar calado e acho que há periodos de transição. Um começo de conversa, nada de especial e daí a conversa cresce, evoluí e então chega a altura de dizer tudo. Eu só conheço os extremos. Eu fico na tímidez, sem saber o que dizer, sem jeito e tal e coiso e de repente “despejo” o meu sentir cá para fora, tudo aquilo que quero.

Há o exemplo mais simples e subtil da minha ida ao retiro. Andei a matutar, tímido: “só conheço uma pessoa, não conheço mais ninguém”, “e depois o que é que digo”, “e se sou demasiado excentrico ou demasiado certinho”… isto passou-se tudo na minha cabeça e assim de repente decidi “eu vou”, “que se lixe.. vou lá por causa de mim e não por causa dos outros”.

Tudo isto são dúvidas e questões, muito provavelmente, infantis… pois é. A minha criança interior está muito bem de saúde e é ela que me mantém assim, puro, sem maldade. E eu sei ser maldoso, oh se sei. Quando quero, sou mesmo um FDP.

Mas eu divago. O ponto aqui é muito simples. Eu quero conhecer-te e vou fazer por isso, ainda não sei bem como fazê-lo, provavelmente abro a goela e sai tudo cá para fora.

É curioso, há pelo menos uma pessoa que sabe a quem me refiro. A primeira pergunta que me foi feita foi se eu não estaria a projectar ou idealizar um amor. Não, não estou. Sinto uma atracção, isso é mais que claro para mim, mas não estou a projectar nada, não estou a idealizar, aliás até estou com os pés bem assentes na terra. A única coisa que quero mesmo é deixar-me atrair. Há outra pessoa que poderá saber a quem me refiro, ou pelo menos sabe o que sinto.

A dada altura, quando me perguntaram se não estou a idealizar, passou-me pela cabeça uma certa sensação de “deja-vu”, pensei “oh não.. not again!”, mas não, não é outra vez. Não me apaixonei de novo… ainda. Sei que corro esse risco, no entanto é um risco que estou disposto a correr. A verdade é que tu fazes-me sorrir e tudo isso com as pequenas coisas em que eu reparo.

Como disse, não creio que saibas que estou a falar de ti, até porque tanto quanto sei apenas duas pessoas passam por aqui para me ler e apenas uma delas com regularidade (acho eu) e penso que não sejas uma delas. Se calhar estou redondamente enganado e tu já estás a ver o filme a milhas de distância. Seja como for, não é isso que me preocupa. O que me preocupa é como é que vou chegar a ti.

Não sei como mas sei que vou fazê-lo.

Crise… ou não?

Anda a populaça toda indignada com as medidas que o governo está a tomar; a subida dos impostos e os impostos extra, o apoio que o governo está a dar aos seus “amigos”, a continuidade das despesas astronómicas e absurdas, etc. Fala-se mal deste e daquele no “feicebuque”, critica-se, chama-se ladrão a fulano e cicrano, fazem-se manifestações. Infelizmente pouco mais se faz do que isto.
Portanto, let me get this right: o governo que está actualmente a fazer esta merda toda, está lá porque nós, os eleitores, votámos neles, certo? É que até os abstencionistas contribuiram para colocar lá o PPC. Um não voto, não é a mesma coisa que um voto em branco. Isso apenas teria impacto, talvez, se houvesse uma taxa de abstenção de 100% em vez de haver uma parca maioria em que apenas metade dos eleitores votaram.
Manifestações, sim, claro temos esse direito e acho que fazemos muito bem em nos manifestarmos, mas pergunto eu: “Será que tem algum efeito?”; aparentemente não. Segundo consta, só na avenida dos aliados no Porto foram pelo menos 50000 pessoas. Toda gente grita, rabuja, refila, grita, cantam canções reaccionárias, postam piadas idiotas na net, queixam-se que o primeiro ministro é isto ou aquilo, mas de facto, acções ou atitudes que tenham impacto poucas há. Claro que é mera especulação da minha parte, mas tudo me leva a crer que enquanto as pessoas estavam nas ruas de várias cidades do País, o primeiro ministro e respectivo governo/amigos estavam confortavelmente a rir-se de tudo; “olhem-me para estes palhaços, nós fazemos o que queremos e bem nos apetece e esta cambada apenas vai para a rua gritar”.
“Sim, claro, deve ser chato ir á net e ver montanhas de fotografias minhas a chamar-me tudo menos pai, mas enquanto isso eu vou enchendo o bolso; o meu e o dos meus amigos.”

Recentemente vi uma atitude que admiro, sim, essa foi uma atitude que poderá ter algum impacto (ou não); a escritora Maria Teresa Horta foi nomeada para receber um prémio literário, mas ao saber que este iria ser entregue pelo primeiro-ministro recusou-se a receber o prémio. Aplaudo esta atitude.

Pergunto-me a mim próprio o que poderei eu fazer para mudar o estado das coisas. Posso dedicar-me à política, mas creio que não teria grande sucesso (sim, eu sei que estou a ser derrotista). Posso estar redondamente enganado, mas acredito que não é o governo que manda neste País (ou em qualquer outro País), quem realmente puxa os cordelinhos são os grandes “barões” empresariais. Quem realmente manda é quem tem muito dinheiro/poder. E há sempre a tática habitual de chutar para canto: “Eu não sei de nada, o governo anterior é que nos deixou neste estado!”. Porra, não estavam lá quando o governo anterior “supostamente” esteve a fazer asneiras? Não poderiam ter impedido isto?

Por isto tudo e muito mais eu pergunto: Que direito têm os políticos de ganhar balúrdios e ter todas as regalias que actualmente possuem? Ah e tal, governar o País é um cargo que dá muito trabalho. Sim, concordo, é muita responsabilidade e dá muito trabalho, mas isso seria se estivessem a fazer um bom trabalho, seja como governantes ou como oposição.

Entretanto, creio que a febre das manifs já está para acabar, já começou a casa dos segredos. Além disso, há sempre o alcóol e a droga (de acordo com um estudo efectuado a taxa de viciados aumentou por causa da crise). Pois, não há dinheiro para comprar comida e pagar a renda, a vida está uma merda, vou mas é gastar o que me sobra na pinga ou na droga.

Geek Girls…

After seeing this and reading this i decided to go back to a subject wich i wrote about some time ago; Being a Geek. Basically i wrote about the “geek is the new chique” thing and how it confuses me.
Having come across the subject of “feminist geeks” i do have to wonder how the need to belong is so rampant on human beings. Everyone needs to belong somewhere. The hipsters need to feel they belong amongst the hipster community, the geeks with the geeks, the intellectuals with the intellectuals, and so on, and that’s all perfectly fine by me; for instance, I need to feel i belong amongst the people i love and that love me back.
The plot just “thickens” when i start seeing people trying to belong somewhere they clearly don’t like just for the sake of it being cool. I do know it’s none of my busyness what everyone else does, but come on, seriously? Grow a brain will ya?
But i’m straying from the subject.
Geek feminists, what are they? According to what I could understand, they are just feminists who happen to be geeks also (men and women). So, basically they defend equal rights for women in a technological world, predominantly male (or so many think). Even though I agree that all men and women should have the same rights and opportunites (and that goes along with duties), I don’t like to think I’m a feminist; I prefer to think myself as a “lifeist”, because i think that all life forms deserve the same respect. Obvsiously there are differences between the male and female counter-parts of the human animal, and not only physical and genetic ones. Women have different thought processes; not better nor worse, just different. Most women deal with emotions in a very different way than most men; again, not worse or better.
So, the main complaint of both Nixie Pixel and Nice Girl is that they were “mistreated” (to say the least) in an Open Source Convention. They are absolutely right to complain, if I was in their shoes, I would probably raise hell. What I honestly don’t get is the whole “geek feminist” thing. The “you’re sexualizing the conference through your attire”. WTF? What, a geek girl can’t be sensual? Can’t a women wear a sexy dress withouth being called a “slut”? What if a man geek showed up like a “sexy as hell piece of hunk”? Would he be trashed also?
I am a software engineer going on 40 who loves everything computer; I love gaming, I play online with my daughter almost every day, I love programming ever since I touched my first ZX81. People who don’t know me may call me a geek, but I don’t consider myself to be a geek and never have; the truth is, I never really cared what label people put on me.
Throughout my life I’ve seen the “geeks” raise to the status of “coolness”. The geeks I remember from my childhood where usually withdrawned persons, almost anti-social, highly inteligent but usually with low emotional intelligence (no comments on the attire as it is everyone’s personal choice). A few years ago I started seeing “geeks” opening up, having a life away the computer screens, conventions started being big social events instead of “just for the nerds”. And I honestly liked that, it’s a good change, evolution whatever you want to call it.
I mentioned that I play a lot of computer games with my daughter. Yes, it’s true, we play co-op war games, tactical games, mind games you name it. One of the things I like the most is when we’re playing a multiplayer game like Sniper Elite v2, we’re basically kicking ass and everybody start cussing for being killed to many times. That’s when I come in and say “be more respectful to a lady”; the language changes almost instantly. Everybody stays in shock for a bit. Why is it so difficult to believe that girls also play video games? And why do some gamers/geeks/whatever stamp down on girl gamers that are also pretty (basically women).

I think I’ve digressed too much. Nixie Pixel and Nice Girl: It’s good to see people like you on this boring geek world.

Geek, Nerd, Abnormal…

What is this?! Suddenly almost everyone i know that wants to pass as being a “creative” person openly admits that he or she is a “geek”, or that he or she isn’t a normal person. So, for all you “geeks” or “abnormal” persons out there i present you here with my thoughts on the matter.

According to the Cambridge Online Dictionary:
geek
noun
a person, especially a man, who is boring and not fashionable

nerd
noun
a person, especially a man, who is not attractive and awkward or socially embarrassing

Well, so according to this, everyone that calls himself or herself a geek is a person that is boring and not fashionable, right? You got that right, a true geek does not follow any type of fashion trend, however, in the current days, being a geek is in itself a fashion trend. Can someone see the contradictions involved?

People nowadays keep striving to be abnormal, in an attempt to be different. Well, the bad news is that, since everyone is doing exactly the same thing (boasting that one’s not normal), nobody’s being different.

Let’s face it, you’re not going to be special just by posting pictures or comic strips advertising how “abnormal” you are. You’re special just because you’re alive, because you do something that YOU want instead of doing something that others want you to do.

Títulos em Portugal

Aqui está algo que nunca percebi… Em 2008 saiu para aí um filmezeco de vampiros e lobisomens. Chama-se “Twilight”, que traduzido para Português significa “Crepúsculo”. Claro que em Portugal o filme ficou com o título Português (o que acho muito bem). Desde aí até agora já sairam mais três filmes da saga. O título da saga tem como origem o título do primeiro filme, ou seja, “The Twilight Saga”. Ora, se por cá o primeiro filme se chama “Crepúsculo”, porque razão não atribuíram esse título à saga, ficando assim “A Saga Crepúsculo”. Quem é que disse que ter os títulos metade em Português e outra em Inglês é bom? Vai na volta é porque tá na moda…

Perguntas

“Vamos ser HUMANOS.” (quando se referem a termos compaixão, etc.) De onde vem esta expressão? Porque razão somos nós tão arrogantes ao ponto de pensar que enquanto espécie somos o supra-sumo da caganita do Universo? Será que o ser humano não se apercebe que é é apenas um monte de células tal como qualquer outro animal neste planeta?

A Saga dos call-centers.

Acho que é tremenda a maneira como as empresas em geral se escondem atrás de um call-center. É um facto que é muito mais simples para nós (clientes) ligar para um número para resolver um problema ou fazer um pedido qualquer do que ir a uma loja para o mesmo efeito. De facto é muito mais rápido ligar para um call-center a reportar uma avaria do que ir a uma loja, principalmente se a avaria ocorrer fora do horário de expediente.
Aquilo que nos é apresentado como uma maneira mais simples de apresentarmos as nossas “reclamações” é no fundo uma forma de proteger a própria empresa contra essas reclamações. Principalmente quando uma grande parte das pessoas “não sabe” reclamar.
Sim, é verdade, não se sabe reclamar em Portugal; e talvez seja assim também no resto do mundo, mas desconheço como reclamam as outras pessoas pelo mundo fora.
Pondo as coisas de uma forma muito generalizada, uma grande parte das pessoas que reclama, limita-se a pegar no telefone, insultar quem quer que atenda, ameçar que faz isto e que faz aquilo, em vez de tentar resolver a situação.
Qualquer empresa tem os seus próprios procedimentos; claro que nós, enquanto consumidores não temos que saber quais são, mas os assistentes que nos atendem, sabem-nos e são obrigados por contrato(por muito precário que seja) a cumpri-los. Alguns assistentes explicam-nos que é assim que a coisa se passa. No entanto recusamo-nos constantemente a aceitar isso e queremos é que a empresa nos ofereça tudo, porque o serviço é uma porcaria, ou algo parecido.
Tendo trabalhado num call-center, sei bem o que se ouve do outro lado do telefone. Sei por exemplo que quanto mais o cliente me insultava, quanto mais ameaçava que ia à Deco ou que ia mudar de serviço, menos vontade eu tinha de o ajudar. Apesar de estar a reclamar por causa de um serviço que era fornecido pela empresa que me contratou, apesar de não ser pessoal, eu é que tinha de ouvir. Talvez as pessoas pensem que eu como operador, funcionário dessa empresa, ao ouvir aquelas verborreias de insultos me iria virar contra os patrões e reclamar também. Wrong!!! Eu ficava, por vezes, f**** da vida porque sou um ser humano a ouvir outro ser humano a tratar-me que nem lixo; pior ainda, por mais razão que o cliente tivesse, eu, pessoa viva e com individualidade, não tinha nada que estar a ouvir aquelas coisas. Resultado? Ficava irritado, a situação do cliente poderia ou não permanecer na mesma, dependendo daquilo que eu podia fazer, e o cliente continuava também extremamente irritado.
Recentemente tenho-me deparado com quebras constantes no meu serviço de internet. Liguei várias vezes, recebi vários técnicos cá em casa, testou-se tudo e mais alguma coisa e nada melhorou. Em todos os telefonemas que fiz, nem uma vez fui mal-educado, nem uma vez levantei a voz; mesmo quando o assistente que me atendia começava a fazer perguntas de “guião” (conforme são obrigados a fazê-lo) eu limitava-me a dar as respostas pretendidas. Sendo eu técnico de informática há alguns anos, sei que o problema reside no equipamento que cá tenho e como tal, pedi para me instalarem um equipamento novo. Nessa altura pediram para fazer mais testes e para vir cá um técnico novamente e que caso o técnico verifique avaria no equipamento, trocam por outro igual. Quando pedi um equipamento novo, disse que queria um diferente e não outro igual, porque o que tenho não está avariado, simplesmente não aguenta com a utilização que lhe dou. Os próprios técnicos me confirmam essa informação.
Muito calmamente expus a situação conforme eu a vejo:
Tanto eu como os técnicos que já cá vieram sabem que o problema está no equipamento e que não é defeito, é feitio. Informei calmamente que quando o técnico cá vier terá que trocar o equipamento por outro diferente, tal como pedi inicialmente, caso contrário terei que ver outras opções.
Sim, eu sei que parece uma das mais velhas ameaças de sempre (ou vocês fazem o que eu quero ou eu mudo), e até poderá ser; no entanto, creio que a forma como eu apresentei a situação não é “intimidatória” ou provocativa de uma reacção tipo “se queres mudar, muda. Estou-me a cagar, não ganho menos por isso.”. Apenas expliquei que não estou contente com o serviço e que se o serviço não melhora, serei forçado a procurar alternativas. É simples, o assistente não ficou chateado, quanto muito até foi empático, e logo se verá o que acontece quando vier cá o técnico. Houve depois disso um outro telefonema, desta vez ligou-me outro operador a informar que tinha ficado encarregue da minha situação e para confirmar a deslocação do técnico; novemente expliquei toda a situação e indiquei que quero um equipamento diferente. Desta vez, pareceu-me que o operador ficou aborrecido. Vai na volta foi apenas impressão minhas, mas pareceu-me pelo tom de voz na parte final da chamada que não ficou lá muito satisfeito. De qualquer maneira, a ver vamos como isto decorre.

Resumindo e baralhando, quando temos alguma reclamação a fazer, não adianta insultar, gritar, ou ofender; a pessoa que nos atende não vai fazer mais do que pode só porque nós somos mal-educados. Além disso, nós é que ficamos irritados e cansados de tanto barafustar e não temos qualquer solução na mesma. Portanto, creio que o mais razoável, e melhor para nós, é tentar obter aquilo a que temos direito por todos os meios ao nosso alcance, mas da forma o mais educada possível. Caso a empresa em causa não nos forneça o que queremos, e continuemos insatisfeitos, então é simples: sem stress, sem confusão mudamos para outra empresa que nos forneça o que pretendemos.

Estas coisas

Isto é deveras curioso. Estou numa posição “segura”, sinto-me seguro, não tenho nada a temer e no entanto ainda não parei de pensar no que é que poderá surgir. Não estou preocupado (acho eu); não tenho qualquer receio ou medo do que poderá surgir, mas penso nisso.
São perguntas que surgem, coisas do género “o quê?”, “quando?”, “como?”, “e depois?”;
Na verdade, as respostas não interessam, pelo menos para já. Quando as coisas acontecerem, logo terei as respostas e saberei o que fazer.

Mas é algo que me tem dado que pensar.

Quinta-feira

Hoje é quinta-feira, mas podia ser quarta-feira ou terça-feira ou segunda-feira e amanhã é sexta-feira.
É engraçado que nem todos os dias da semana são feiras.
Eu sei que isto vem dos tempos medievais. Tem qualquer coisa a ver com feiras. Ou vai na volta não tem nada a ver com isso.
Na verdade só me apeteceu dizer que hoje é quinta-feira… é um dia que é uma feira. Não estou numa de entender. As coisas são o que são porque simplesmente são.