Sweet kiss

Aquele momento em que os teus olhos se fixam nos dela e olham directa e profundamente sem qualquer receio e sem qualquer intrusão também. Quando observas os olhos dela, castanhos com toques de verde, bonitos de fazer inveja a qualquer Cleópatra. A presença dela perto de ti faz-te sentir seguro, vivo. Inspiras profundamente, suspiras e dás-lhe um beijo na face. Dás contigo a desejar que aquele momento dure para sempre, poder ficar ali apenas a apreciar a sua companhia, sentir a sua ternura e por sua vez ofereces-lhe o teu calor e protecção. Queres conversar mais, dizer-lhe tudo o que se passa e no entanto vais com calma. Aos poucos vais dizendo o que sentes, vais-te expondo, vulnerável… vais falando e escutas e absorves tudo com toda a atenção. Devagar, sem pressa… as coisas seguem o seu rumo natural.

Ah… o doce sabor de um simples beijo. Quando os teus lábios tocam a face dela e sentes a sua pele macia. O seu aroma fresco e suave entra no teu nariz enchendo-te os sentidos e sem dares conta és transportado para um outro universo. Sentes os cabelos na nuca a levantar, arrepios percorrem todo o teu corpo, há uma sensação que não dá para descrever em palavras. Naquele preciso momento tudo está no sítio certo, como deveria ser. Tudo parece correcto, tudo sabe bem. Life is good.

Curioso, o efeito que um simples beijo na face pode ter. Se calhar estou a exagerar… talvez. No entanto de outra forma qualquer não teria piada. Mas não é qualquer beijo que tem este efeito, muito menos qualquer pessoa que te deixa assim. Enquanto escrevo isto ouço a voz dela, o riso contagioso, os olhos brilhantes.

Creio que estou a perder o medo … os medos. Não, não creio nada… Simplesmente não tenho qualquer medo, sinto-me destemido, espontâneo, sigo o meu caminho sem olhar para trás. É bom estar a apreciar esta viagem sem ter qualquer noção do destino e, melhor ainda sem ter medo de onde vou parar. Embora espere que o meu destino seja um, nada nesta vida é garantido e como tal limito-me a fazer aquilo que posso para lá chegar.

Diário de Guerra

Onze de Junho de 1998

o navio ainda está atracado na Base Naval de Lisboa, são nove da manhã e eu acabei de chegar. Segundo a imformação que temos largamos às onze e meia… vamos para a guerra, para onde já estivémos e onde tantos morreram… Guiné Bissau.

O País está um caos, guerra civil, desta vez não vamos para combatre, mas temos ordens para responder em caso de ataque. Desta vez vamos lá buscar refugiados Portugueses e Guineenses, levá-los para Cabo Verde… Ainda tenho dores nos ombros por causa da faina de munições e mantimentos de ontem à tarde. A guarnição está praticamente toda no cais a fazer as despedidas, mulheres, filhos, mães e pais que vieram dizer um adeus ao seu marinheiro. Eu fiz as minhas despedidas em casa, apenas o meu Pai veio aqui despedir-se… esteve aqui no navio há pouco. Nunca o tinha visto tão assustado. Ele sabe que eu sei tomar conta de mim, mas mesmo assim diz-me para ter cuidado…

Sei que vou para um País que está em guerra, sei bem que nos vamos meter mesmo no meio dela, no entanto não tenho medo… Estou estranhamente calmo, em contraste com o resto do pessoal.

São onze e meia em ponto, nos altifalantes do navio ouve-se a voz tão esperada: “Vasco da Gama Guarnição! Faina geral”. Está na hora, cada um vai para o seu posto, Vamos para a guerra.

Dezasseis de Junho

Estamos na foz do Rio Geba a aguardar ordens e a assistir à guerra que prosseguia país adentro… Aquilo que nós vimos na televisão durante a guerra do Golfo, era quase tipo filme. Aqui ouviam-se os tiros ao longe, as explosões, rajadas passavam em ambos os sentidos. Eu tinha um lugar de camarote para uma guerra e não era nada agradável.

Daqui para a frente as datas ficaram confusas. Lembro-me de quase tudo o que se passou, pormenores, situações, mas não me recordo das datas.

Houve um dia em que eu estava de quarto e tinha ido à ponte entregar mensagens ao Oficial de serviço e enquanto ele via o serviço eu sai para a asa da ponte de estibordo… ainda estávamos a navegar nas águas do Geba e vindo do nada ouço o som de um obus de morteiro a cair. eu estava com os braços apoiados no parapeito e vejo todos à minha volta a correr que nem loucos. Eu não me mexi um milímetro. Talvez eu tivesse pensado que, se o morteiro me caísse em cima nem sequer sentia nada. Vi nítidamente o obus a cair na água a mais ou menos cinquenta, talvez cem metros de distância. Felizmente não explodiu… talvez não estivesse aqui hoje.

Pouco depois voltei para o centro de comunicações e chegou uma mensagem de Lisboa com as nossas ordens. A vantagem de trabalhar em comunicações é que somos os primeiros a saber de tudo.

Temos que ir a terra apanhar um grupo de refugiados.

Uma vez que o cais não tem comprimento nem profundidade suficiente para podermos atracar, os nossos fuzileiros vão em zebros (botes de borracha) para ir buscar os refugiados. A principio os Zebros podem não parecer grande coisa, mas em quatro horas trouxemos cerca de quatrocentos refugiados para bordo…

Com os refugiados a bordo, seguimos para Cabo Verde, onde chegámos cerca de trinta e seis horas depois.

Durante este caminho, durante as minhas horas de folga ao serviço de comunicações do navio, eu estava no hangar de helicópteros a ajudar os refugiados. Distrubui mantas, fruta, pacotes de leite com chocolate para crianças e graúdos, pão com manteiga e fiambre. Dei palavras de conforto a quem precisava. Como eu, estava toda a guarnição do navio, a ajudar, alimentar, cuidar.

O navio tem normalmente uma guarnição de duzentos homens, com um destacamento extra de fuzileiros e agora cerca de 400 refugiados deitados no chão do hangar. Alguns deles ainda se queixaram e exigiram uma cama ao que lhes foi respondido que se quisessem podiam voltar para a Guiné.

Muitas mas coisas se passaram neste mês e meio em que lá estivémos, no total conseguimos retirar mais de mil refugiados para Cabo Verde. Além dos fuzileiros, levámos também uma pequena equipa dos G.O.E. que tiveram como função entrar pela cidade de Bissau adentro e escoltar o embaixador e respectivos adidos para o navio.

Eu assisti a tudo de bordo, enviei e recebi toda a informação do Comando Naval em Lisboa.

Não estive na guerra e no entanto estive na guerra

Eu – 23.01.2004

Pois…

No vazio havia um monte de cenas que faziam coisas que afinal não davam em nada.

Não, eu também não percebo isto. Há uma vontade de fugir, desaparecer.as desaparecer por completo, física e digitalmente; como dizem nos filmes “get off the grid”.

Não seria fácil, mas certamente que seria possível; sair do país, começar uma vida nova noutro sítio, apagar toda a minha vida digital e começar de novo, ou não começar de todo. Ora aí está um desafio… Viver completamente offline.

Tratado sobre escrita criativa ou as divagações de um doido.

Quando se trata de escrita criativa vale tudo, aliás até na escrita não creativa tudo é válido, a não ser talvez em algumas excepções como escrita técnica, documentação, etc. em que há regras que devem ser cumpridas de forma a que o que é escrito seja compreendido, além de ser dirigido a uma audiência muito específica. Já no caso da escrita criativa, lírica, poética, prosa, não há uma audiência a quem o autor se dirige, pelo menos não sem a sua intenção. Daí eu dizer que vale tudo.

De acordo com várias definições encontradas na internet, a escrita criativa não tem um estilo ou um género literário atribuído, é toda a escrita que deriva da imaginação do autor, não técnica portanto. Naturalmente que cada um terá depois a sua própria definição.
Considero um bom exemplo desta escrita um autor pegar num assunto que se resuma apenas a uma ou duas frases e que escreva uma crónica à volta disso. Há bons exemplos destas crónicas na nossa cultura, com autores cujo nome não irei referir. Seria uma lista demasiado longa.

E de repente quando começamos a escrever sobre a escrita e a meio do que escrevemos deixamos de saber o que dizer mais sobre o assunto. Sim, isso também acontece, o tão famoso bloqueio de escritor. Comigo, eu descobri que numa situação destas há várias técnicas para a resolver:

Em primeiro, começo por escrever tudo aquilo que me vem à cabeça sem me preocupar com o assunto em si, não interessa se está relacionado com o que estava a escrever antes ou não, basta apenas que os dedos continuem a bater nas teclas do teclado para produzir letras no computador. Reparem que estou a utilizar uma descrição excessivamente pormenorizada do que estou a fazer. Isto é propositado, a intenção é forçar-me a escrever algo para recuperar o assunto em causa ou então a encontrar outro assunto para escrever. Caso esta técnica funcione, rapidamente continuo a escrever e a retirar o prazer que sempre retiro da escrita.

No caso de não conseguir recuperar o assunto anterior e a minha mente se deviar para outro assunto que pode ou não estar logicamente associado ao anterior, a ideia é continuar a escrever e desta vez a desenvolver o novo assunto. Como por exemplo, imaginemos que agora me dava para começar a escrever sobre batatas.
Sim, porque as batatas são muito importantes para a nossa vida. Além de nos alimentarem, são uma fonte preciosa de Hidratos de Carbono, também servem para todo o tipo de utilizações fantásticas. A batata é também utilizada para fazer vodka; há sempre quem goste de uma boa pinga. E há mais: Há pessoas que são uns autenticos batatas. Ah.. não, isso é bananas. É outro tipo de fruta. Pois a batata é chamada de “maçã da terra” em francês. Não creio que isso a qualifique como fruta, mas fica lá perto.

E assim vai a escrita da batata, a fruta que não é fruta mas está lá perto.

Ainda ha uma outra técnica que é simplesmente parar de escrever e voltar a tentar mais tarde. Se bem que esta não funciona lá muito bem porque muito raramente voltamos a escrever sobre o assunto original: a batata, um fruto que não é fruta. Ah, espera… o assunto original era a escrita creativa.

Another dream

The rain starts falling outside. I open the window and notice the smell of rain. A storm is brewing not too far from here. I look into the distant horizon and wait for the lighting to appear; I can already hear the thunder. You are still sound asleep and I close the window to avoid disturbing you.
I tuck you in and sit down on the reading chair in the corner, put the blanket over my legs and watch you sleep for a bit as I sip some hot tea; You lay on your side with your legs are stretching to the other side of the bed, facing away from the window and the shadow of the window curtain hides you. I can only see your contour, but then again I don’t need to see you; I know exactly how beautiful you are. Sometimes I feel like I’ve known you all my life. You’re chest moves up and down ever so slightly as you breath very calmly. Your long and silky hair covers half of the pillow and it looks wonderful.

A lightning strikes outside, a big flash of light fills the room. I quickly look out the window and then back at you, still asleep warm and protected. A few seconds later comes the thunder, roaring high and making the windows shudder. This time, you wake up, startled. You sit up and call me.

  • Honey?!
  • Yes sweetheart, I’m here.
  • What was that?
  • It’s just a thunderstorm. Nothing to worry about.
  • I was having a nightmare.
  • Oh!? Was it scary? Do you want to tell me about it?
  • No.. I don’t know.
  • It’s ok. If you want to tell me I’m here to listen. If not, I’m also here for you.
  • I made tea, do you want some?
  • Yes.. Please.
  • Ok, let me get you a cup then.

I get up and reach for the kettle, slowly grab it and pour some tea into the other cup. I walk towards the bed and sit down as I hand you the warm cup. When you grab it, my hands grab yours and as I look deeply into your eyes:

  • I will always protect you my love.

Panoramic of Life


This is a song about loneliness…
No.
It’s not.

It’s a song about being alone with yourself, but not lonely. It inspires me to spend time with myself, to listen to my deepest thoughts, see my feelings and acknowledge them.

It’s like a long walk in the desert, very much like the Australian Aboriginal walkabouts they do through the great outback. Maybe if I went back in the Northern Territories I would enjoy it all in a different manner, see it with different eyes and feel it with a new heart. I have grown so much in the last years, so many things have changed or evolved in me. I’m listening to myself, hearing my feelings and recognizing them.

I’ve been told so many times that we need to be with others in order to be able to grow and learn, and yet, I’ve resisted that notion for so long. Why? Simple. It just doesn’t make much emotional sense to me. Not in the way I was told.
I do believe that we can and do grow alone. We are born alone. We die alone. We live alone and we grow alone.
And somewhere along the way in our lifetimes we share our growth with some other person and grow together. Each one growing in their own sense and rate. You really do not exit your moments with someone else the same way you entered them. Something changed, something has grown, evolved.
And yet, when you are alone you’re always growing.

Too much? Too little? Too fast? Too slow?
None of the above.

Just growing, changing, evolving. There is no better or worse, there’s just difference. Such marvelous difference.
Some say I have a mission in this life of mine, and they are most likely right. I accept that. And I also feel… know, that I am not ready to fulfill that mission, or yet discovered what that mission is. I was told that I have a mission to help others.
Who others? I ask. Humans? Other animals?

I need to feel strong to be able to do that without self-destroying. I’m not scared, I just know that I will explode if I give myself to that mission. I need to learn how to say “NO”. I am slowly learning to say “NO” before becoming completely drained. It feels like a very slow process, and I am feeling it slow and I like to take it slow.

Baby steps…

One at a time.

Dreaming

Very, very short story written by yours truly. enjoy. 🙂

As he entered the room he felt a chill run down his spine, like someone had just danced over his grave. The room was a dark and eerie place, dust and cobwebs everywhere, but apart from that, everything was still in its original place; time has stopped flowing here a long time ago. Small vegetation started to grow in between the cracks on the floor, on the left wall there was a huge crack, top to bottom, from where the large roots of an ancient tree crept through. The air was stuffy but chilly at the same time, there was this energy flowing that one could not exactly pinpoint.
He kept on exploring the room, trying to figure out where he was. He had woken up here with just a flashlight, a knife and remembered nothing about getting here. How did he get here? What was this place? He remembered walking down a new path in the forest yesterday, or was it some time ago? What day is this? He knows it’s night time, the full moon in a clear sky is shining a lot of light through the windows.

Old furniture scattered around the big room, a big dining table, some chairs, candle sticks. Everything ready for a big dinner party; But, nothing else that indicates signs of life.

Suddenly, there’s a noise coming from the next room. Sound like a door, opening and closing. He quickly turns off the flashlight and finds a hiding spot behind the massive roots of the tree. Another clicking sound and the door opens revealing someone looking around into the room as if searching for something. He tries to make out who or what it is, but he can only see a shadowy figure on the doorway.

The door closes again and after a few minutes later he decides to leave his hiding spot. “So, this door is unlocked. I need to find out where I am. What the hell has happened to me” – he thinks to himself. At first, he peeks through the key hole to see what’s on the other side of the door, but it’s too dark and he doesn’t dare using the flashlight.
He tentatively opens the door and sees a long corridor that ends in two doors, one on each side. Large windows along the corridor cast out shadows from the bright moonlight. He starts walking and as he looks outside he sees the same figure as before walking away towards what looks like an old crypt or mausoleum. As he reaches the doors, he checks both. The one on the left leads outside to a path on the garden that clearly heads to the crypt he saw, while the door on the right leads to another room which looks like some sort of atrium with small tables and dresses around the walls. Two other doors can be seen, one opposite and the other to the left.
He can’t go outside, that person or whatever it is might be dangerous, so he chooses the atrium. But that leads to more doors, and who knows what else.

He opens the door in front and it’s another corridor while the door on the left leads to a big leaving room with a huge piano on one corner, a fireplace in the wall in front, some big chairs and a big oval table in the middle of the room. This room has no windows, but it has a big skylight on the ceiling letting a lot of light come through. There is another door to the left. He starts walking towards it and suddenly the lights are turned on.

The dust and the cobwebs disappear instantaneously, everything is spotless. He’s stopped in the middle of a brightly lit room, alone (he thinks), looking around. This can’t be right! Everything was old and covered in dust and now it’s sparkling clean! And who turned on the lights?

What the hell is going on here? Where am I?

Footsteps… Growing louder… His heart starts racing. Felling a cold sweat and an adrenaline rush he looks around for a hiding spot. as the sounds become louder he starts hearing some sort of music in the distance. He hides behind a big chair in the corner. The music is getting louder, it’s strangely familiar. The footsteps stop. There’s a clicking sound. The door opens…

He opens is eyes, sweating and sits up on the bed. To his right the alarm clock is playing the “wake up” music. Perplexed he thinks:
“What a fucking strange dream”

The day’s events

Not much has happened today. As with the most of my days recently, nothing really happens. I wake up, go to work, work a bit, have lunch, continue working, have tea, work some more and go home. At home, cook dinner for two, cuddle, eat dinner, play some games with friends and go to bed.

This is, for many, a pretty boring life. For me… well, I kinda like it. I am extremely bored and tired of my work; actually I’m kind of depressed about it, but without the downers, I’m more of the apathetic kind. Not a bad thing, but not a good one either. Of my actual project, I’ve done very little, there is not much to do actually, specially since this project is probably going down the drain (a pretty little speculation of mine). Anyway, I’m not getting into the who and what and why right now; that will be probably for another day.

So what have I been doing these last months? One might ask.. I have been working on personal projects, and some other stuff for my old team. I am quite content, since I’m studying and learning new things, developing new stuff and it feels quite good.

But honestly, what do I need? I need to do stuff that I like, but also stuff that matters. I need to be paid in accordance to what I do and not according to some shitty table that someone invented.

Linguistics… Go.!

I AM HAPPY AT MY JOB. I RECEIVE A LOT OF MONEY FOR MY JOB. I AM FULLY RECOGNIZED IN WHAT I DO.

 

The Holocaust

Today is the International Holocaust Remembrance Day.

According to the News, Wikipedia, Books, Newspapers, Magazines and almost everything else the Holocaust was the genocide of an estimated 6 million Jews, 1 million Gypsies, 250,000 mentally and physically disabled people, and 9,000 homosexual men by the Nazi regime.

Even though I agree that such a thing should not be forgotten, why do we not remember other horrific events that happened during that time period?

Are we saying with this that the Germans were the only “bad guys” in that war? Do not misunderstand me, what the Germans did was pure cruelty; but on the other hand, so was the two atomic bombings by the Americans, so was the use of Gulags by the Russians, so is the occupation of Palestinian territories by Israel under the excuse of the Bible and the Holocaust; Yes, Israel as we know it today was born out of WWII. There is no innocent party involved in the second world war. I’m talking about leaders, generals, politicians, etc. They are all guilty of committing crimes against humanity.

In having said this, I remember this day as the World War II remembrance day, and not just the holocaust.