História de um Sonho

Estava num comboio em viagem numa linha que percorria toda a extensão do rio. O dia estava calmo, céu azul com algumas núvens cinzentas aqui e ali. Estávamos a chegar a uma estação e enquanto eu olhava para o rio conseguia ver jardins até à margem. De repente mesmo no centro do rio formaram-se várias torres do que parecia ser fumo; quatro ou cinco vórtices negros que se levantaram desde a superfície da água até às núvens. Eram tornados negros.
Um deles começa a vir na direcção do combóio a grande velocidade; as pessoas à minha volta começam a gritar, eu tento ajudá-las a manter a calma. À medida que se aproximava, a carruagem tremia cada vez mais até que estava mesmo em cima de nós. A carruagem é levantada como se fosse uma caixa de fósforos, mas a uma pouca altura; somos quase que arrastados alguns 10 metros para o lado e segundos depois somos largados com um estrondo ensurdecedor e estamos no chão outra vez. As carruagens estão todas espalhadas pelo jardim próximo da estação e as pessoas em pânico tentam desesperadamente sair.
Algo se passa dentro de mim. Não há pânico, não há medo, apenas uma calma impressionante. Dirijo-me à porta da carruagem e forço a sua abertura; ajudo as pessoas a sair, dou algumas instrucções a quem puder ajudar os mais fracos e vou até às outras carruagens abrir as suas portas.
Carruagens vazias, pessoas espalhadas pelo jardim mais assustadas do que feridas, carros virados do avesso, quiosques desfeitos e ao fundo da rua, do outro lado do jardim está um grupo de pessoas presas dentro de um autocarro que foi literalmente atirado para dentro de um dos quiosques. Consigo ver chamas a sair por baixo do autocarro. Ninguém consegue abrir as portas, o autocarro está tombado em cima delas.
Corro o mais depressa que posso, arranco um dos pilares de madeira que estão no jardim, uso-o para partir as janelas de emergência do autocarro e começo a tirar as pessoas lá de dentro, uma a uma… E acordei.